terça-feira, 21 de abril de 2015

Expre radio Itu - 22-04

RÁDIO

Violência assusta Porto Alegre. São balas perdidas, execuções, assaltos, ônibus incendiados, sequestros. A bandidagem já tinge até as regiões tidas como as mais protegidas. Porto Alegre está parecida com o Rio de Janeiro.

Policial mata criminoso que iria lhe assaltar. Bandido tentou roubar carro de agente policial. Este é o terceiro assaltante morto pela polícia nos últimos nove dias em Porto Alegre.

Polícia de Porto Alegre indiciou nove por vender bebidas a menores. Um dosa infratores já foi preso.

Sem gente pra combater o mosquito, sem guardas. Falta tudo. 
Paiada: Fumo, negócio da égua. É justo, ah, é!
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Falta espaço para ciclistas, pista para caminhadas e skatistas. Calçadas que so recebem entulhos.
Carro: gol que lacra som bairros ITU, S Vicente, moradores reclamam.
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Santa Maria
R$ 10 mil por danos morais
Advogada de Santa Maria ganha indenização após viagem em ônibus infestado de baratas
Santiago - Cachorro late em ape.


MÚSICA:
 João Chagas Leite em Santiago.

JUREMIR MACHADO
A justiça brasileira é planeta Marte habitado por homens de toga.  A regra mais impressionante é a falta de regras. É verdade que isso não é exclusividade do judiciário. A presidência da República não tem prazo para indicar ministro do STF. Faz quando bem entende. Pode levar uma semana ou um ano. Um ministro do STF pode pedir vistas num processo ou julgamento e ficar sentado em cima para sempre. É o caso do ministro Gilmar Mendes. Ele colocou as suas nádegas sobre a votação do financiamento empresarial de campanha e assim se mantém. Pouco lhe importa que seis colegas seus tenham votado antes pela proibição dessa prática de corrupção. Mendes não quer votar contra. Decidiu sozinho que não tem mais votação.

Algo semelhante ocorre nas tais prescrições por idade. O deputado tucano paulista Barros Munhoz foi acusado de desvios quando era prefeito de Itapira. O desembargador Armando de Toledo acomodou-se em cima do processo por providenciais três anos. Prescreveu. O prazo da prescrição da pretensão punitiva cai pela metade quando o réu faz 70 anos. Tudo contabilizado, o larápio está livre. Se é para baixar a idade penal, mandando adolescentes para presídios comuns, seria bom também aumentar o teto da idade para qualquer vantagem penal para 80 anos. 

A impunidade, concedida por certas vantagens da velhice, é mais grave que abaixo dos 18.

O judiciário não parece se incomodar com essas inconsistências que, no imaginário popular, indicam julgamentos conforme o cliente. Se for conveniente, acelera-se o passo. Se for interessante, esquece-se o assunto.

Pedir vistas significa nunca mais ver o assunto em pauta. O pedido de vistas tapa os olhos de todo mundo. O judiciário adora jeitinhos. Prazos e regras engessam. Melhor deixar margens para manobras e interpretações. 
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Alemão será julgado 
por 300 mil mortes
Um ex-guarda de Auschwitz será julgado na Alemanha. Oskar Groenin (93 anos) está sendo julgado por coparticipação na morte de 300 mil judeus. Este pode ser um dos últimos de crimes de guerra nazistas. O "contador de Auschwitz", admitiu que é moralmente culpado. Ele descreveu sua função de contar dinheiro confiscado de recém-chegados e disse que testemunhou assassinatos em massa, mas negou participação direta. Se for considerado culpado, ele pode ser condenado a 15 anos. "Peço perdão. Eu compartilho moralmente a culpa, mas se eu sou culpado de acordo com o direito penal é uma decisão de vocês", afirmou, dirigindo-se aos jurados.
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