quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Homem rural

trabalhando, trabalhando não viu a vida passar
o suor que regou a terra nem sementes viu brotar
trabalhando, esperando, enfrentando chuva e sol
enxada na terra alheia nunca traz dia melhor.
assim a geada dos anos foi le branqueando a melena
e este homem rural hoje é peão de suas penas.

recitado: e quando as ervas campeiras já não le curam as feridas
perdido na capital, na esperança de mais vida.

chegou, ficou e esperou por uma mão estendida,
por que o deixaram tão só? por que le negam guarida?     2x

de que vale tanta ciência para o pobre agricultor,
quando a própria previdência o esqueceu num corredor.
esperando,esperando enfrentando chuva e sol
enxada na terra alheia nunca dia melhor.

esperando, esperando por uma mão estendida
por que o deixam tão só? por que le negam guarida?     2x

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